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Poesia
Nossas Lembranças Amor - Paloma Stella - 07Jul2008
Lembro-me bem daquela vez em que prometi,
Tentei seguir a risca mas enfim não consegui. Fechou-se algumas portas eu realmente tentei, Mas de várias maneiras pelos lados me esquivei. A irrelevância dos fatos são atônitos fortíssimos, E quando penso em dar a volta logo me atinge infinito. Pior seria se assim não enxergasse as coisas à volta, Tudo aquilo que realmente deveria ver foi-se embora. Quando penso em desistir de tudo ganho mais força, Quando lembro-me de meu passado sinto mais esperança. Se penso em ti, sinto uma forte alegria no peito, E das palavras que um dia lhe disse lembro sem jeito. Se nossos sonhos fossem todos verdades irreais, Nossas vidas talvez não tivessem se cruzado afinal. Se nossas lembranças fossem apenas o nosso passado, Não teríamos vontade de superar tudo em busca do real. Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=43275 Minha vida em Flores - Paloma Stella - 13Jun2008
![]() Como se não apenas falar de flores, Ainda contemplando todas as estrelas. Seria tão simples sem todas essas dores, Mas temos os tons em nossa aquarela. Se não elas, o que seria os meus amores, De tudo aquilo vivido e muito bem sentido. Das descobertas envolvidas em rumores, O calendário avesso de um amor bandido. O colorido de todos os solenes jardins, Perfume doce que nos encanta e inunda. Respiramos fundo só em ver sem sentir, Sentimos pela fragrância mais profunda. As flores que me dão vida em cores, Que exalam a emoção do meu viver. Faço delas o colorido de todas as flores, Para encantar todo o meu bem querer. Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=40713 Pétalas de Solidão - Paloma Stella - 12Jun2008
![]() Esse vazio que teima em me invadir, Não adianta a expulsão é como voltar. Um arrepio que surge ao vento fluir, Que faz muita força para aqui morar. No vazio do meu peito eu encontro, A lembrança de um beijo destemido. Nas borbulhas da tristeza eu canto, Afim de dobrar as rédeas do escuro. Este escuro que não está do lado de fora, É um breu que invadiu todo meu peito. Até uma funda angústia já me apavora, Já permitiu que por tudo tivesse respeito. Nos cantos escuros eu tento me esconder, Mas ainda não consigo estender minha mão. Talves neste abismo é que vou envelhecer, Lembrar dos beijos e viver na solidão. Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=40513 SENHOR DE TODAS AS COISAS - Zélia Nicolodi - 10Jun2008
SENHOR DE TODAS AS COISAS
Oh! Senhor de todas as coisas! Regente onisciente... do sol, da terra e do mar! Criador absoluto do Universo e de tudo mais, se acaso houver. Não sei como devo chamá-lo mas, pouca importância isso tem... Sinto tua força no vento e nas ondas bravias do mar. No ar que respiro, sinto sua benevolência. Na chuva pranteada do céu, a purificação de meus erros. Na terra que transmuta todas as coisas... sinto tua generosidade... No amor que engatinho descobrir... Sinto teu amor, incondicional e eterno! Te agradeço Senhor... por mais esta vida! Nova chance para dissolver: O véu da minha ignorância! http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/716504 Nesse endereço está a formatação em pps. desse texto. Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=39651 NAS SUAS LETRAS... - Zélia Nicolodi - 10Jun2008
NAS SUAS LETRAS...
Quando me falas, ouço-te em sinos, no bronze puro que em tua alma soa... A deslizar nos traçados tão finos, a terna palavra que me abençoa! E as carícias que nas letras sinto, vencem enfim a distância tão longa... E nos versos e rimas já pressinto o sofrer da saudade, que prolonga... Abençoada enfim, seja a poesia, que, generosa, as asas nos empresta para compor tão rara melodia! Nas rimas, desfiamos a emoção... E essa canção alada que nos resta é o que nos ata, a alma e o coração!... Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=39065 GENTE NUA - Zélia Nicolodi - 10Jun2008
GENTE NUA
Muitas vezes encontro pela rua, sob marquises, gente adormecida... Esfarrapada, suja e seminua, que no relento, arrasta sua vida! Quando acorda, o sol já vai bem alto. Com gestos lentos, dobram cobertores, bem devagar, sem nenhum sobressalto como fossem veteranos atores... Sem pressa, nessa vida sem destino pisam os passos de não sei pra onde... levados quiçá, pelo desatino. Pra trás, ficaram todas as lembranças... Nada perguntam e ninguém responde. Sombras nuas seguem, sem confiança! Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=38044 INCOERENTE - Zélia Nicolodi - 10Jun2008
INCOERENTE abraço indecente no beijo ardente tremor camuflado no olho molhado e tanto tropeço em novo começo no sonho sonhado cristal tão quebrado na porta fechada tristeza lacrada no lábio mordido o verbo engolido palavra sem nexo enfeitando o sexo sua mão tão quente em meu corpo ardente máscara usada já tão viciada tão frio labirinto no medo que sinto é tanta procura na noite escura é fome de amor arrebatador anseio de ser bem mais do que ter tremendo fastio no grito tardio Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=37302 | ||||||
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